O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, voltou a defender a saída do PMDB da base aliada ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). “Espero que o PMDB tome a decisão correta no dia 29”, disse Cunha, referindo-se à convenção em que o partido decidirá se continua ou não na base de apoio ao Palácio do Planalto. “Vou estar lá para votar pela saída definitiva do partido do governo. Espero que os demais membros do diretório nacional na sua grande maioria votem pela saída”, acrescentou. Sobre os motivos do seu posicionamento, Cunha respondeu: “O PMDB precisa ter compromisso com o que entende que é melhor para o País. Não tem que continuar atrelado ao projeto do PT, com o qual grande parte do PMDB não concorda; o PMDB não fez parte desse projeto e só serviu para dar apoio parlamentar às medidas e políticas propostas pelo próprio PT. Não temos compromisso de ficar atrelados a este projeto que está afundando o Brasil”. Cunha não quis calcular uma data precisa para a conclusão do trabalho da Comissão Especial do Impeachment.
“É pouco provável que acabe no dia 4 (de abril). Pode acabar no dia 11 (de abril). É muito difícil fazer uma previsão. O processo está no seu caminho normal, respeitando as regras. Vamos aguardar”.

(Agência Câmara Notícias)