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Não chovia tão forte na Capital desde 2012; a precipitação causou problemas por toda Fortaleza


Fortaleza viveu dia de caos provocado pela maior chuva do ano e a nona em 40 anos. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), foram 169 mm, entre as 19h do domingo e 7h da segunda-feira. Não chovia tão forte desde o dia 26 de junho de 2012, quando foram registrados 197,6mm. Problemas em hospitais, aeroporto, alagamentos em vias, deslizamentos de terra, semáforos quebrados, acidentes e congestionamentos foram alguns dos transtornos.
A previsão é de mais chuva em todo o Ceará. A meteorologista Dayse Moraes explica que o ambiente atmosférico seguirá favorável para a ocorrência de precipitações em todo o Ceará nos próximo três dias. "As chuvas devem acontecer devido à instabilidade atmosférica que deve aumentar no decorrer do dia devido à proximidade de um ramo da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) sobre o norte do Nordeste brasileiro", informa.
De acordo com o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, as chuvas atingiram praticamente todo o Estado e caíram com alta intensidade sobre a região mais crítica. "Vamos esperar qual sistema de reservatórios será impactado e beneficiado na recuperação dos seus níveis. A primeira grande chuva com esse nível de intensidade atingiu o Castanhão", explica.

O fortalezense teve de ter muita paciência para encarar o trânsito da Capital após a chuva. Engarrafamentos que duraram horas, semáforos quebrados, pontos de alagamento.
O grande gargalo do trânsito foi na região dos bairros Itapery/Mondubim, zona sul da Capital. O túnel da Rua Wenefrido Melo, continuação da avenida Presidente Costa e Silva, que passa por baixo da Rua Manuel Sátiro, virou uma verdadeira lagoa, deixando três carros submersos.
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A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC) interditou a avenida no cruzamento com a avenida Godofredo Maciel. O desvio gerou engarrafamento que se estendeu até próximo à Avenida Silas Munguba (ex-Dedé Brasil).
Mais à frente, no cruzamento da Avenida Costa e Silva com Bernardo Manuel, os semáforos deixaram de funcionar por volta das 8h, segundo moradores. "É moto subindo nas calçadas, calçadas interditadas, acidentes. O local já é ruim, imagine com esses semáforos desligados", reclamou a comerciante Vilma Freitas, 45, que andava a pé.
Inconformismo
Nos carros, o sentimento era de inconformismo. "Estou há 40 minutos em trecho que costumo fazer em cinco minutos", reclamava o motorista Francisco Eldo, 46. Já Gilailson Araújo, 32, estava em atraso com as suas entregas no comércio. "Estou há 40 minutos neste engarrafamento. Ainda não fiz nenhuma entrega hoje", disse, apontando para o relógio que marcava 11h.
O mecânico João Alves, 42, garantiu saber o motivo da complicação. "Os motoristas não respeitam. Veem que está confuso, mas fecham o cruzamento".
A AMC afirmou que agentes foram deslocados para operação manual dos semáforos enquanto equipes de manutenção realizavam os reparos. Todos os equipamentos foram normalizados ontem.
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DN